O post anterior é mais lenha para a fogueira dos que acreditam que andamos todos a ser espiados e que o ideal Bilderberg está cada vez mais próximo. A ver vamos o que sairá da reunião do iluminados deste fim de semana...
A
crise económica e os cortes orçamentais estão a afectar as famílias
portuguesas. O secretário de Estado da Educação de Portugal, José
Casanova de Almeida, revelou durante uma audição numa comissão
parlamentar, que 10.385 alunos de 253 escolas públicas portuguesas
apresentam graves carências alimentares.
Metade dessas crianças está
a ser apoiada através de um programa governamental de merenda escolar
denominado “Pequeno-Almoço na Escola”, mas as associações de pais dizem
que as refeições não estão a chegar às escolas.
Os alunos portugueses
que têm de tomar a primeira refeição do dia na escola, por falta de
condições das suas famílias, já são 5.547 e correspondem, segundo o
secretário de Estado, a 51 por cento dos casos reportados pelos
professores. As famílias destas crianças também são apoiadas pelo Banco
Alimentar contra a Fome, cuja responsável, Isabel Jonet, apoia e
aplaudiu publicamente as medidas governamentais que visam o
empobrecimento dos portugueses.
Estes números só agora foram
revelados, mas já desde 2010 se sabe que 285 mil pessoas em Portugal
recebem ajuda do Banco Alimentar contra a Fome e que, dessas, 33 por
cento são crianças e 40 por cento idosos. A presidente do Banco
Alimentar, Isabel Jonet, informou que 94 mil crianças são assistidas por
dia, número que aumenta se forem incluídas as crianças famintas da
região da Madeira. A fome nas escolas tem maior incidência nos grandes
centros urbanos, como Lisboa e Porto, mas estende-se praticamente a todo
a país.
Os idosos com reformas ou pensões abaixo dos 200 euros
também fazem parte dos milhões de portugueses que passam fome. Com o
Estado Social em desagregação, um milhão de desempregados vê os seus
subsídios diminuir drasticamente ou mesmo serem eliminados. Há famílias
inteiras sem salários e sem subsídios de desemprego. O Governo PSD-CDS,
apoiado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva, viu aprovado na Assembleia
da República um Orçamento Geral do Estado que vai lançar na pobreza
extrema milhões de portugueses e agravar a situação de fome. Um jornal
londrino especializado em economia mudou o nome de Portugal para
Pobretugal. Enquanto a situação social se torna insustentável, o
primeiro-ministro Passos Coelho e o ministro dos negócios Estrangeiros e
líder do CDS, Paulo Portas, impuseram aos portugueses mais um corte de
quatro mil milhões de euros que vai afectar sobretudo a Educação, a
Saúde e as prestações sociais.
A greve geral marcada para o próximo
dia 14 pela central sindical CGTP-IN é uma resposta às “políticas de
austeridade” e tem a adesão da associação das micro, pequenas e médias
empresas. Pela primeira vez em Portugal uma greve junta trabalhadores e
patrões contra o governo.
